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Filtragem de Óleo

Filtragem de Óleo

 

Descrição

Tratamento de Filtragem de Óleo Mineral Isolante, aplicado em transformadores de potência.
É um processo físico o qual submete o óleo a temperatura e vácuo ou filtragem a seco.
É realizado quando o óleo isolante apresenta elevado teor de água e/ou baixa rigidez dielétrica.
Retira a umidade do óleo e gases dissolvidos, mas não recupera o estado de degradação do óleo.

Periodicidade: Semestral ou Anual.

Recomendação: NBR 10576.

Vantagens

O óleo mineral com até 50 ppm de água contido. Após a segunda passagem pela máquina, reduz o teor de água de 10 a 5 PPM sem remoção do histórico de gases dissolvidos no óleo, para controle de falhas no transformador através do ensaio cromatográfico.

Não é preciso elevar o óleo à temperaturas altas, porque a peneira contem moléculas capazes de reter a água quimicamente.

O filtro de peneira molecular não gera resíduos, devido ao processo de regeneração da peneira após sua utilização.

PCB

PCB (Bifenilpoliclorato):

Transformadores e capacitores antigos usam o óleo ascarel, uma bifenila policlorada (PCB), com alto conteúdo de Cloro em sua fórmula química – 54,4 %. Seu uso extensivo foi motivado por características técnicas excepcionais – grande rigidez dielétrica, alta condutividade térmica, boa estabilidade química, não-inflamabilidade e capacidade de resistir a altas temperaturas (650º C).

Em 1976 começou a ser proibido, pois além da sua toxidade, também não é biodegradável. Devido a sua baixa solubilidade em água e alta em lipídios gera bioacumulação em tecidos adiposos nos seres vivos. São semivoláteis, permanecendo na atmosfera por longo tempo antes de se depositarem. Efeitos biológicos nocivos vêm sendo noticiados e comprovados há vários anos: câncer, doenças do fígado e rins, cefaléias (quando inalados), problemas de epiderme, etc.

No Brasil, apesar da proibição de fabricação desde 1981, permite-se o uso de equipamentos com PCBs até encerramento de sua vida útil, devido à dependência extensiva de equipamentos baseados nessas substâncias, notadamente equipamentos elétricos, o que aumenta a possibilidade de contato com o ambiente. Cerca de 250 mil a 300 mil t de ascarel estão ainda em uso, sendo 120 mil t em equipamentos dos grandes consumidores de energia, como as siderúrgicas e petroquímicas, 100 mil t nas pequenas indústrias e outras 100 mil t em concessionárias de energia. O mercado total para destruição do ascarel ascende a mais de R$ 1 bilhão.

A destruição do ascarel por incineradores convencionais, que operam em baixas temperaturas, apresenta problemas pela possibilidade de formação de produtos ainda mais tóxicos que o ascarel como as dioxinas e furanos.

O plasma térmico, produzido por tochas de plasma, permite decompor o ascarel em moléculas mais simples como dióxido de carbono, água e ácidos hidroclorados, realizando assim sua total destruição.