Carregador de Carro Elétrico em Condomínio: O Que Você Precisa Saber Antes de Instalar
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Carregador de Carro Elétrico em Condomínio: O Que Você Precisa Saber Antes de Instalar

A mobilidade elétrica deixou de ser tendência e virou rotina. As vendas de carros elétricos no Brasil cresceram 89% em 2024, pressionando condomínios a modernizar sua infraestrutura elétrica para instalação de carregadores nas garagens. E com esse crescimento acelerado, surge uma dúvida cada vez mais comum entre moradores e síndicos: como instalar um carregador de carro elétrico no condomínio de forma segura, legal e sem gerar conflitos?

A resposta envolve normas técnicas, legislação atualizada e, principalmente, um projeto elétrico feito por profissional habilitado. Entenda tudo a seguir.

O Cenário Atual: Direito Garantido, Mas Com Critérios

Em São Paulo, o tema ganhou força de lei. O governador Tarcísio de Freitas sancionou a Lei 18.403, que assegura aos moradores de condomínio o direito de instalar estação de recarga individual para veículos elétricos em vagas de garagem privativas de edifícios residenciais e comerciais no Estado de São Paulo.

No entanto, esse direito não é automático nem incondicional. Embora a norma traga segurança jurídica e impeça proibições arbitrárias, ela não significa que a instalação seja automática nem livre de critérios técnicos. Na prática, a recarga em garagens depende de avaliação elétrica, adequações de infraestrutura e comunicação formal à administração do prédio.

Em nível nacional, o Projeto de Lei nº 158/2025 garante ao morador o direito de instalar ponto de recarga na própria vaga com custos próprios, exigindo projeto técnico e disjuntor exclusivo, mas ainda aguarda aprovação.

Quais Normas Técnicas Regem a Instalação?

Antes de qualquer obra, é fundamental conhecer as normas que regem o processo. Normas como a ABNT NBR 5410 (Instalações de Baixa Tensão), a ABNT NBR 17019 (Instalações de Carregadores de Veículos Elétricos) e a NBR IEC 61851-1 (Norma Brasileira para Sistemas de Recarga Condutiva de Veículos Elétricos) tornaram-se referências obrigatórias para qualquer instalação voltada a veículos elétricos.

A instalação deve seguir normas técnicas e de segurança, incluindo compatibilidade com a carga elétrica da unidade, conformidade com as regras da distribuidora de energia e da ABNT, além de execução por profissional habilitado, com emissão de Anotação ou Registro de Responsabilidade Técnica (ART ou RRT).

Por Que Não Se Pode Usar uma Tomada Comum?

Esse é um dos pontos mais críticos e frequentemente ignorados. Tomadas comuns não suportam a carga contínua que o veículo exige, e o uso inadequado pode causar sobrecarga na rede.

Um carregador wallbox de 7,4 kW, por exemplo, consome o equivalente a três chuveiros elétricos ligados simultaneamente, mas o faz por horas a fio. Além dos riscos elétricos, há consequências diretas para o seguro do condomínio: instalações improvisadas podem afetar diretamente o seguro condominial, pois muitas seguradoras já condicionam o pagamento de sinistros à existência de ART e conformidade com normas técnicas.

As normas também são claras sobre os equipamentos permitidos. Em garagens internas, não será mais permitido carregar veículos em tomadas de uso geral. Nessas áreas, apenas carregadores nos Modos 3 e 4 — equipamentos fixos e homologados — serão aceitos.

O Que o Projeto Técnico Deve Contemplar?

De modo geral, as normas exigem o uso de disjuntor exclusivo, fiação dimensionada para a potência do equipamento, aterramento adequado e proteção contra sobrecarga e curto-circuito. Além disso, o ponto de recarga também deve ter um medidor individual de consumo para garantir que a cobrança vá para o morador que usar o equipamento.

Quando há múltiplos moradores interessados na instalação, o desafio se multiplica. A inserção simultânea de 20 a 50 proprietários carregando seus veículos ao retornar após as 18 horas pode sobrecarregar o transformador fornecido pela distribuidora. Se essa rampa de corrente não for modulada sistemicamente, os disjuntores da entrada geral podem desarmar e penalizações financeiras tarifárias se aplicarão a toda a cota sindical do prédio.

Por isso, para condomínios com maior demanda, o projeto frequentemente exige o reforço da infraestrutura principal, instalação de novos quadros de distribuição e a passagem de eletrocalhas dedicadas desde a entrada de energia até as vagas.

O Papel do Síndico Nesse Processo

Síndicos vêm recebendo solicitações cada vez mais frequentes para autorizar a instalação de carregadores em vagas privativas e áreas comuns. A recomendação dos especialistas é clara: o síndico deve ter, de imediato, um laudo que ateste se o condomínio consegue ou não suportar carregadores, a fim de poder se programar para as demandas que virão dos condôminos.

Entre as providências recomendadas estão: atualizar o regimento interno com critérios para instalação de carregadores, exigir projeto técnico com ART ou RRT, solicitar estudo de carga elétrica antes de autorizar múltiplas instalações e definir política clara de rateio de consumo.

Valorização do Patrimônio Como Benefício Adicional

Além da segurança e da conformidade legal, há um benefício que atinge todos os moradores, mesmo os que ainda não possuem carro elétrico. A infraestrutura para carregadores valoriza o patrimônio do condomínio, pois a presença desse recurso está alinhada às tendências de sustentabilidade e mobilidade elétrica, tornando os imóveis mais atraentes para futuros compradores ou locatários.

Fale com a TMA e Garanta uma Instalação Dentro da Norma

Instalar um carregador de carro elétrico em condomínio exige muito mais do que comprar o equipamento. É preciso projeto elétrico assinado, ART, compatibilidade com a infraestrutura do prédio e cumprimento das normas ABNT vigentes. A TMA Engenharia realiza todo esse processo, do levantamento técnico à execução, com responsabilidade e segurança para moradores e síndicos.

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FAQ — Perguntas Frequentes

1. O condomínio pode proibir a instalação de carregador de carro elétrico?
Não de forma arbitrária. Em São Paulo, a Lei 18.403/2026 garante ao condômino o direito de instalar o carregador em vaga privativa, desde que sejam respeitadas as normas técnicas e de segurança.

2. Quem paga pela instalação e pelo consumo de energia?
Em regra, o próprio condômino arca com os custos da instalação. O consumo deve ser medido individualmente, por meio de medidor exclusivo, para não ser rateado entre os demais moradores.

3. É obrigatório ter um engenheiro responsável pela instalação?
Sim. A instalação deve ser executada por profissional habilitado, com emissão de ART ou RRT, seguindo as normas ABNT NBR 5410 e NBR 17019. Instalações sem responsabilidade técnica podem invalidar o seguro do condomínio.

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