SPDA: o que é, como funciona e quando sua empresa ou edificação é obrigada a ter
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SPDA: o que é, como funciona e quando sua empresa precisa

SPDA: o que é, como funciona e quando sua empresa ou edificação é obrigada a ter

O Brasil lidera o ranking global de raios — e sua empresa está protegida?

Os raios são fenômenos naturais comuns no Brasil, especialmente em regiões tropicais, e podem causar danos significativos tanto a estruturas quanto a seres humanos. Estima-se que o Brasil seja um dos países com maior incidência de raios no mundo, tornando a proteção contra descargas atmosféricas essencial para proteger vidas e patrimônios. Nesse contexto, o SPDA é a solução técnica que toda empresa, indústria e edificação precisa conhecer — e, em muitos casos, instalar obrigatoriamente.

O que é SPDA e como ele funciona?

O SPDA (Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas) é um conjunto de dispositivos e medidas projetados para captar, conduzir e dissipar de maneira segura as descargas atmosféricas, minimizando riscos para pessoas e equipamentos. Popularmente chamado de para-raios, o sistema é composto por três elementos que atuam de forma integrada:

Os captores são as hastes metálicas instaladas na parte mais alta da estrutura, responsáveis por atrair as descargas elétricas atmosféricas e conduzi-las pelos condutores de descida até a terra, onde são dissipadas. O sistema de aterramento é responsável por garantir que a corrente elétrica seja escoada de maneira segura para o solo, evitando riscos de acidentes.

Esses componentes trabalham de forma integrada para criar um caminho de baixa resistência, direcionando a corrente elétrica de forma segura e evitando que ela cause danos à estrutura protegida. Além do sistema externo, a quarta parte da norma trata da proteção de sistemas elétricos e eletrônicos internos, que são vulneráveis às sobretensões causadas por descargas atmosféricas indiretas. Os sistemas de proteção interna são complementares ao SPDA e garantem a integridade de equipamentos sensíveis, como computadores, servidores, equipamentos médicos e sistemas de comunicação.

Quais são os riscos de uma edificação sem SPDA?

O SPDA ajuda a evitar os danos causados pelos raios, como incêndios, panes em equipamentos elétricos e eletrônicos, e riscos à vida da população. Para as empresas, as consequências vão além dos danos físicos: a instalação de SPDA em conformidade com normas e com as características de cada edificação é uma exigência legal, e o descumprimento das normas pode gerar pesadas multas. As seguradoras também exigem o sistema para cobertura de sinistros.

Quando o SPDA é obrigatório?

A instalação do SPDA é obrigatória para edificações que estão expostas a um maior risco de serem atingidas por raios, conforme estabelecido pela norma ABNT NBR 5419. A regulamentação do Corpo de Bombeiros determina que os edifícios com mais de 30 metros de altura e as instalações comerciais e industriais com mais de 1.500 m² de área construída precisam ter um SPDA. Conforme a Norma Regulamentadora nº 10 (NR 10), o laudo de SPDA é obrigatório para empresas com potência elétrica superior a 75 kW.

As estruturas mais vulneráveis e que necessitam obrigatoriamente de SPDA incluem: edificações altas — prédios e torres são os alvos preferenciais dos raios devido à sua altura; instalações industriais, que têm equipamentos valiosos e inflamáveis que precisam de proteção; hospitais; escolas e locais de grande aglomeração; além de torres de telecomunicação e energia.

O laudo de SPDA: documento obrigatório e estratégico

O laudo de SPDA é um documento técnico que atesta a qualidade e a eficiência do sistema de proteção contra descargas atmosféricas, e deve ser elaborado por profissionais e empresas habilitadas com registro em seus respectivos conselhos. O laudo SPDA tem validade de um ano e deve ser renovado periodicamente para garantir a segurança das pessoas e das instalações.

A manutenção regular é especialmente importante para garantir a segurança, dado que os sistemas de SPDA podem ser afetados por desgastes naturais ou modificações na construção do edifício. Para praticamente todas as etapas do SPDA — gerenciamento de risco, projeto, instalação, ensaios —, precisam ser emitidos laudos e ART, conforme é requisitado pela NBR 5419:2015.

Entenda a NBR 5419: a norma que rege o SPDA

A NBR 5419/2015 é uma norma técnica brasileira desenvolvida pela ABNT que estabelece as diretrizes para o projeto, a execução, a inspeção e a manutenção de Sistemas de Proteção Contra Descargas Atmosféricas, definindo as regras e os critérios técnicos para proteger as edificações e estruturas contra os efeitos dos raios.

A norma classifica os diferentes níveis de risco de uma estrutura em quatro classes: I, II, III e IV, levando em consideração fatores como a localização geográfica, a altura da estrutura e a atividade desenvolvida no local. O gerenciamento de risco é obrigatório, pois determina se uma edificação precisa ou não de proteção contra descargas atmosféricas e define como essa proteção deverá ser feita.

A TMA Engenharia realiza projetos, laudos e instalações de SPDA em total conformidade com a NBR 5419, garantindo segurança técnica, conformidade legal e proteção real para sua empresa. Fale com nossa equipe e solicite uma avaliação técnica personalizada.

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FAQ — Perguntas Frequentes sobre SPDA

1. Todo tipo de edificação precisa de SPDA?
Não necessariamente. A obrigatoriedade depende de uma análise de risco prevista na NBR 5419. No entanto, indústrias, edifícios altos, hospitais, escolas e empresas com carga instalada acima de 75 kW são obrigadas por norma a instalar e manter o sistema.

2. Com que frequência o laudo de SPDA precisa ser renovado?
O laudo tem validade de um ano para a maioria das edificações. Em estruturas com risco elevado — como indústrias em regiões litorâneas ou ambientes corrosivos — a inspeção pode ser exigida com maior frequência, conforme definido pela NBR 5419.3. Quem pode elaborar o projeto e o laudo de SPDA?
O projeto e o laudo devem ser elaborados por engenheiro eletricista habilitado, com emissão de ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) junto ao CREA. Empresas especializadas como a TMA Engenharia garantem todo o processo, da análise de risco à documentação final.

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